31 de julho: Dia Mundial do Guarda-parque

O Dia Mundial do Guarda-Parque é celebrado anualmente no mundo hoje, 31 de julho. Protetores do meio ambiente, os guarda-parques atuam no cuidado permanente de áreas protegidas e de seus recursos naturais, bem como na atenção e orientação constantes de seus visitantes.

É um trabalho que requer, além de treinamento e capacitação adequada, comprometimento e paixão pela natureza. Algumas de suas atribuições são: receber e orientar visitantes, prevenir e combater incêndios florestais; realizar ações de busca e salvamento; apoiar atividades de educação e interpretação ambiental, de pesquisa científica e, ainda, desempenhar ações de caráter socioambiental junto às comunidades do entorno das unidades.
Para celebrar esse dia a Associação Caatinga presta uma homenagem a esses profissionais que trabalham na Reserva Natural Serra das Almas. Conheçam agora um pequeno perfil desses guerreiros que tanto amam o que fazem e, sobretudo, amam estar imersos nessa imensidão de floresta que é a nossa Caatinga:

Ronaldo – Trabalha desde 2005 na Reserva Natural Serra das Almas. Conheceu o oficio após um curso de brigadista (oferecido pela Associação Caatinga) onde mostrou interessado em contribuir com a preservação e conservação daquele habitat o qual, desde pequeno já fazia parte. “Hoje eu sei o que é a Caatinga, hoje eu sei que é uma grande floresta. E o dia que mais me marcou foi quando fomos instalar uma armadilha fotográfica e conseguimos registrar uma onça, o papa-mel! Só alegria!”.

Gleyson –Trabalha há cinco anos na Associação. Após uma seleção de currículo foi chamado para ser Guarda. Para Gleyson, a proteção à natureza e aos animais é um dos maiores prazeres dessa profissão. “gostaria que as pessoas viessem e conhecessem mais da história da Reserva”, ressalta quando perguntado ao que deseja para esse dia.

Paulo – Sete anos na Associação. Seu contato com a profissão iniciou após um curso de primeiros-socorros na Reserva. Com a oportunidade garantiu, posteriormente, trabalho como viveirista e depois se tornou Guarda. “Aqui temos um trabalho de instalação de armadilhas fotográficas, e uma das melhores partes desse trabalho é ver animais que antes não víamos, aparecerem de volta.”

Marcos – Há 16 anos trabalha na Associação. Marcos traz consigo o poder de transformação que um olhar mais atento à natureza pode trazer, de ex-caçador à guarda-parque. Ele ainda ressalta que “(…) não consigo me ver fora daqui. E só em pensar que precisa ir em casa, já bate a saudade. Aqui é um santuário de paz”, completa. Ao longo de todos esses anos de profissão, Marcos acredita que há três coisas primordiais para ser um guarda-parque: honestidade, confiança e amar o que faz.