Muitas vezes as Unidades de Conservação (UCs), por não olharem além de suas fronteiras, caem na armadilha de se transformarem em ilhas de conservação, correndo o risco no futuro de se tornarem meramente santuários da natureza ou museus vivos que mostram o que existia antes na sua região, isso, por não visar cumprir suas outras funções de incentivadora e facilitadora para o desenvolvimento sustentável do entorno.
As UCs devem envolver as populações que vivem no entorno de forma ativa no processo de conservação, não apenas para que sirvam de “áreas tampão” ou de “amortecimento”, senão para criar um berço de protagonismo para o esforço conservacionista e a implementação de iniciativas de desenvolvimento sustentável que incrementem a qualidade de vida e asseguram a viabilidade da UC em longo prazo.
Portanto, o desafio da RNSA é de trabalhar em conjunto com a comunidade que vive no entorno para uma mudança de atitudes e valores e para reduzir as ameaças à preservação da RNSA decorrentes do quadro sócio-econômico-cultural da região, abraçando a busca de alternativas e soluções aos problemas que enfrenta seu entorno. Além de assegurar a viabilidade da RNSA em longo prazo, as ações desenvolvidas dentro desta abordagem assegurarão que a Reserva cumpra a sua função de contribuir ao desenvolvimento sócio-econômico sustentável do entorno e do bioma onde se insere.












