O projeto “RPPN Conservação voluntária gerando serviços ambientais” foi elaborado com o intuito de dar continuidade à ampliação e à melhoria da gestão de áreas legalmente protegidas, com foco nas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).
O projeto vai abranger áreas pré-estabelecidas no estado do Ceará, que possui quase a totalidade de seu território inserido no bioma Caatinga, mas com preocupantes dados de desmatamento acumulado.
O projeto é realizado pela Associação Caatinga e financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) no âmbito do Projeto Estratégias de Conservação, Restauração e Manejo para a biodiversidade da Caatinga, Pampa e Pantanal (GEF Terrestre), que é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e tem o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agência implementadora e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – Funbio como agência executora.
O Estado do Ceará possui menos de 10% de seu território protegido por Unidades de Conservação, sendo menos de 1% sob proteção integral. Nesse cenário, as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) assumem um papel estratégico na conservação da biodiversidade. No Brasil, existem atualmente mais de 1.900 RPPNs, responsáveis pela proteção de mais de 837 mil hectares de áreas representativas dos biomas brasileiros. Na Caatinga, são pouco mais de 100 reservas, das quais 47 estão localizadas no Ceará.
Apesar de seu potencial, muitas RPPNs enfrentam desafios de gestão e sustentabilidade financeira, especialmente aquelas com potencial para o uso público e para o desenvolvimento de parcerias. Nesse contexto, o fortalecimento dessas áreas torna-se fundamental para ampliar a proteção da Caatinga e gerar benefícios sociais e econômicos para as comunidades do entorno.
O projeto será desenvolvido nos municípios de Crateús, Crato, Santana do Cariri e Araripe, territórios estratégicos para a conservação do bioma Caatinga no Ceará. Com as ações previstas, a iniciativa contribui, além da conservação do bioma, para a proteção de espécies endêmicas e ameaçadas da Caatinga, como o Periquito cara-suja (Pyrrhura griseipectus – em perigo de extinção), o Soldadinho-do-Araripe (Antilophia bokermanni – criticamente em perigo de extinção), o Vira-folha-cearense (Sclerurus cearensis – vulnerável à extinção) e a Jacucaca (Penelope jacucaca – vulnerável à extinção).
Contribuir para a ampliação e o fortalecimento da conservação no bioma Caatinga, no estado do Ceará, por meio do apoio à criação e ao fortalecimento da gestão de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).



