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Para marcar o dia Nacional das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), celebrado em 31 de janeiro, a Associação Caatinga irá dar início à quarta fase do projeto “RPPN: Conservação voluntária gerando serviços ambientais”, iniciativa voltada à ampliação e ao fortalecimento da criação e da gestão de Reservas Particulares do Patrimônio Natural no estado do Ceará.

A nova etapa do programa será desenvolvida nos municípios de Crateús, Crato, Santana do Cariri e Araripe, abrangendo áreas estratégicas para a conservação da Caatinga, incluindo regiões de nascentes, corredores ecológicos e habitats de espécies ameaçadas.

O projeto é realizado pela Associação Caatinga e financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) no âmbito do Projeto Estratégias de Conservação, Restauração e Manejo para a biodiversidade da Caatinga, Pampa e Pantanal (GEF Terrestre), que é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e tem o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agência implementadora e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – Funbio como agência executora.

Entre as ações previstas para esta quarta etapa estão: criação de duas novas RPPNs nos municípios de Araripe e Santana do Cariri; a ampliação de quatro RPPNs já existentes, sendo elas a Reserva Natural Serra das Almas, Neném Barros, Buritis Águas Naturais e Oásis Araripe; a formulação de dois planos de sustentabilidade financeira para RPPNs com potencial de uso público; e a elaboração de um plano de comunicação para o projeto, com foco na sensibilização sobre a importância das RPPNs como ferramenta de conservação.

As Reservas Particulares do Patrimônio Natural são instrumentos fundamentais para a conservação da biodiversidade, pois asseguram a proteção de áreas naturais em caráter perpétuo e complementam o sistema público de unidades de conservação.

Ao longo da trajetória, a Associação Caatinga já atuou diretamente na criação e apoio à gestão de 34 das 47 Reservas Particulares do Patrimônio Natural existentes no Ceará, sendo 30 federais e 4 estaduais, além de 11 Unidades de Conservação públicas. No total, essa atuação representa uma contribuição na proteção de 195.070,53 hectares, o equivalente a cerca de seis vezes a área do município de Fortaleza.

Para o coordenador de biodiversidade da Associação Caatinga, Samuel Portela, o Projeto RPPN Conservação Voluntária representa um avanço estratégico para o fortalecimento das Reservas Particulares do Patrimônio Natural no Ceará. “As Reservas Particulares do Patrimônio Natural são instrumentos fundamentais para a conservação da biodiversidade, pois asseguram a proteção de áreas naturais em caráter perpétuo e complementam o sistema público de unidades de conservação. Por meio deste projeto, conseguimos apoiar diversas RPPNs em três frentes essenciais: a criação de novas reservas, a ampliação de áreas já protegidas e o fortalecimento da gestão das RPPNs existentes”, destaca.

Atualmente, o Ceará possui menos de 10% de seu território protegido por Unidades de Conservação, sendo cerca de 1% correspondente à proteção integral. Com custos menores e maior agilidade na implementação, as Reservas Particulares do Patrimônio Natural são uma alternativa efetiva para ampliar a proteção da Caatinga em áreas privadas.

Única categoria de Unidade de Conservação privada no Sistema Nacional, as RPPNs contribuem para a mitigação dos efeitos do aquecimento global por meio do sequestro e estoque de carbono.

Sobre a Associação Caatinga

A Associação Caatinga é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, cuja missão é conservar a Caatinga, difundir suas riquezas e inspirar as pessoas a cuidar da natureza. Desde 1998, atua na proteção da Caatinga e no fomento ao desenvolvimento local sustentável, incrementando a resiliência de comunidades rurais à semiaridez e aos efeitos do aquecimento global.