Em julho, a equipe do projeto “Mais Caatinga: restaurando serviços ecossistêmicos e promovendo a sociobioeconomia” esteve em campo para dar continuidade às ações de restauração ecológica no Parque Nacional da Furna Feia, unidade de conservação do Rio Grande do Norte. O projeto tem como objetivo recuperar áreas perturbadas* no Parque. A equipe técnica tem avançado em etapas que contribuem para essa meta, como o monitoramento do banco de sementes que serão utilizadas, a seleção de árvores matrizes e o levantamento da regeneração natural do espaço.
Realizado pela Associação Caatinga, em parceria com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), o projeto desenvolve ações no Parque Nacional da Furna Feia e em áreas do seu entorno, localizado entre os municípios de Mossoró e Baraúna. Ao todo, a iniciativa tem como objetivo recuperar 100 hectares, além de fortalecer a sociobioeconomia das comunidades da região.
*Áreas perturbadas são espaços que sofreram algum grau de degradação, mas ainda conservam capacidade de regeneração natural, podendo se recuperar com menor intervenção humana.
Monitoramento do banco de sementes e seleção de árvores matrizes
No início de julho, a equipe do projeto se deslocou até a Fazenda Experimental Rafael Fernandes, na comunidade de Lagoinha, em Mossoró (RN), para atividades de monitoramento do banco de sementes e seleção de árvores matrizes, ou seja, árvores que servirão como base para a produção de novas mudas. O trabalho contribui para a identificação de árvores adequadas para gerar mudas fortes e saudáveis que contribuirão para o processo de restauração florestal do Parque.
Levantamento da regeneração natural
Ainda em julho, a equipe de campo percorreu o Parque para observar de que forma a vegetação nativa tem voltado a crescer por conta própria, em um processo conhecido como “regeneração natural”. Esse levantamento técnico ajuda a equipe a entender quais trechos irão precisar de mais atenção durante o plantio e quais áreas estão em estágio mais avançado de regeneração natural e, por isso, terão mais autonomia para se recuperarem sozinhas.
O que mais o projeto já realizou
Desde o início do projeto, em outubro de 2025, a equipe do “Mais Caatinga” já avançou em diversas frentes de trabalho. Foi concluído o diagnóstico socioambiental de comunidades da região, com questionários aplicados a 26 famílias. Além disso, foram firmadas parcerias com comunidades e viveiros locais para a produção de 20 mil mudas nativas (mudas que serão compradas pelo projeto e devem gerar renda para as famílias envolvidas).
Também já foram realizadas coletas e análises de solo, bem como etapas do inventário florestal, isto é, um levantamento técnico de dados quantitativos e qualitativos da floresta do Parque. Além disso, a equipe do projeto articulou reuniões com moradores e com as secretarias municipais de educação de Baraúna e Mossoró, para fortalecer o vínculo com as comunidades e escolas da região.
Na frente de educação ambiental, o projeto promoveu palestras e plantios simbólicos de mudas em comemoração a datas festivas ligadas ao meio ambiente, em escolas da zona rural de Mossoró.
Realização e apoio
O projeto “Mais Caatinga: restaurando serviços ecossistêmicos e promovendo a sociobioeconomia” é realizado pela Associação Caatinga e pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), com financiamento do Edital Caatinga Viva – Floresta Viva. O Floresta Viva é uma iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destinada a apoiar projetos de restauração ecológica nos biomas brasileiros. O edital “Apoio à Restauração Ecológica e Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Restauração em Unidades de Conservação da Caatinga e suas áreas de influência” conta com apoio do BNDES e do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e tem o FUNBIO como parceiro gestor.









