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A quarta fase do projeto RPPN: Conservação Voluntária Gerando Serviços Ambientais pretende fortalecer a conservação da Caatinga cearense por meio da criação de duas novas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), da ampliação de quatro já existentes e da elaboração de dois Planos de Sustentabilidade Financeira e de um Plano de Comunicação. Com duração prevista de 15 meses, as ações irão incentivar a proteção de territórios nos municípios de Crateús, Crato, Santana do Cariri e Araripe.

As RPPNs são unidades de conservação privadas, criadas de maneira voluntária por proprietários de terra que decidem abdicar da produção econômica de suas propriedades, a fim de proteger aquele território para sempre. A área passa a contar com proteção ambiental legal, que restringe a caça e o desmatamento, oferece incentivos fiscais aos proprietários e garante a preservação da natureza.

O projeto RPPN: Conservação Voluntária Gerando Serviços Ambientais vai promover a criação de duas novas RPPNs. Tratam-se do Sítio Chapada da Torre, localizado no município de Araripe, com 21,02 hectares de extensão, que apresenta potencial para educação ambiental, turismo sustentável e observação de aves; e do Sítio Azedos 2, em Santana do Cariri, com 16,32 hectares, que detém potencial para a ampliação do corredor ecológico entre RPPNs já existentes na região.

A iniciativa também prevê a ampliação de áreas protegidas em Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs): a RPPN Neném Barros, em Crateús, terá acréscimo de 30 hectares; a RPPN Buritis Águas Naturais, em Santana do Cariri, ganhará 17 hectares; e a RPPN Oásis Araripe, no Crato, contará com a ampliação de 6 hectares.

Além disso, o projeto também prevê a chancela oficial da ampliação da RPPN Serra das Almas, no Ceará. A mudança na área da reserva ocorreu, na prática, em 2018, quando a unidade passou de 5.845 hectares para 6.285 hectares, após um processo de unificação de territórios.

Segundo Samuel Portela, coordenador de Conservação da Biodiversidade da Associação Caatinga, “o que o projeto faz agora é formalizar esse acréscimo de 410 hectares que ocorreu em 2018 e ainda não constava na metragem oficial. Ou seja, não se trata de uma nova expansão física da reserva, mas da regularização de uma área que já integrava a unidade de conservação e que já era tratada como tal”.

Planos de sustentabilidade financeira e de comunicação

O projeto também prevê a elaboração de dois Planos de Sustentabilidade Financeira e de um Plano de Comunicação, a fim de garantir a continuidade das ações de conservação no longo prazo. Os planos financeiros irão orientar as RPPNs na identificação de fontes de recursos, parcerias e oportunidades econômicas compatíveis com a conservação.

Já o Plano de Comunicação terá como foco sensibilizar a sociedade sobre a importância das Reservas Particulares do Patrimônio Natural, ampliar a visibilidade do projeto e das RPPNs no Ceará, engajar novos proprietários na conservação voluntária e valorizar o papel dessas áreas protegidas na preservação da Caatinga.

Proteção de espécies ameaçadas

Com essas ações, a iniciativa contribui para, além da conservação do bioma, a proteção de espécies endêmicas e ameaçadas da Caatinga, a exemplo:

  • Periquito cara-suja (Em Perigo de extinção)
  • Soldadinho-do-Araripe (Criticamente em Perigo de extinção)
  • Vira-folha-cearense (Vulnerável à extinção)
  • Jacucaca (Vulnerável à extinção)

Realização 

O Projeto RPPN: Conservação Voluntária Gerando Serviços Ambientais é realizado pela Associação Caatinga e financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) no âmbito do Projeto Estratégias de Conservação, Restauração e Manejo para a biodiversidade da Caatinga, Pampa e Pantanal (GEF Terrestre), que é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e tem o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agência implementadora e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – Funbio como agência executora.