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Localizado nos municípios de Mossoró e Baraúna, no Rio Grande do Norte, o Parque Nacional da Furna Feia é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral com cerca de 8.517 hectares, 206 cavernas e uma representativa diversidade da Caatinga. Esse território se torna o centro do projeto “Mais Caatinga: restaurando serviços ecossistêmicos e promovendo a sociobioeconomia”, realizado pela Associação Caatinga e pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), com financiamento do Edital Caatinga Viva – Floresta Viva.

O projeto terá duração de 48 meses e vai fortalecer aspectos sociais e econômicos das comunidades do entorno do Parque por meio de oficinas e formações sobre o uso sustentável de recursos naturais.

Restauração que nasce no território

A iniciativa parte da compreensão de que a recuperação da Caatinga exige integração entre conhecimento técnico e participação social. Para isso, o projeto estrutura um conjunto de atividades que garantem o avanço da restauração de forma consistente.

Entre as ações previstas estão:

  • Articular e mobilizar partes interessadas (gestores públicos e comunidades) do projeto; 
  • Realizar diagnóstico e plano de restauração das áreas;
  • Implementar plano de restauração para recuperar 100 hectares do PARNA Furna Feia; 
  • Fortalecimento da cadeia produtiva da restauração através do estímulo a coleta de sementes e produção de mudas em comunidades do território do projeto; 
  • Promover capacitações com foco no fortalecimento da sociobioeconomia local; 
  • Monitorar as áreas restauradas; 
  • Promover ações de comunicação transversais às atividades e objetivos do projeto;

Cada uma dessas etapas fortalece a recuperação dos ecossistemas e valoriza o conhecimento das comunidades que convivem com o território.

Comunidades como protagonistas

O projeto também direciona esforços para o fortalecimento social e econômico das comunidades do entorno. As equipes técnicas realizarão diagnósticos socioeconômicos e ambientais para compreender a realidade local e orientar decisões de forma mais precisa.

As comunidades participarão de encontros, oficinas e formações voltadas à educação ambiental e à sociobioeconomia, com foco em práticas de coleta, beneficiamento e uso sustentável de espécies nativas. A proposta incentiva que moradores gerem renda a partir da conservação e consolidem uma relação positiva entre proteção ambiental e qualidade de vida.

Pesquisa e conhecimento para conservar

O projeto inclui o desenvolvimento de pesquisas nas áreas destinadas à restauração. Os estudos ampliam o conhecimento sobre a Caatinga e orientam estratégias de manejo. Os resultados futuros permitirão avaliar o avanço da recuperação e indicar ajustes que aprimorem a gestão do parque.

Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

As ações do projeto Restaura Caatinga estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) no âmbito da Agenda 2030. Dessa forma, a iniciativa contribui diretamente para os seguintes objetivos:

Realização

O projeto ‘Mais Caatinga: restaurando serviços ecossistêmicos e promovendo a sociobioeconomia’ é realizado pela Associação Caatinga e pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), com financiamento do Edital Caatinga Viva – Floresta Viva. O Floresta Viva é uma iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destinada a apoiar projetos de restauração ecológica nos biomas brasileiros. O edital ‘Apoio à Restauração Ecológica e Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Restauração em Unidades de Conservação da Caatinga e suas áreas de influência’ conta com apoio do BNDES e do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e tem o FUNBIO como parceiro gestor.