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Restaurar a Caatinga com participação direta das comunidades.

O projeto “Mais Caatinga: restaurando serviços ecossistêmicos e promovendo a sociobioeconomia” propõe a restauração florestal da Caatinga a partir do reflorestamento de 100 hectares no Parque Nacional da Furna Feia (RN). A proposta integra ações técnicas e científicas ao envolvimento comunitário e ao fortalecimento da sociobioeconomia local.

As ações serão desenvolvidas no PARNA da Furna Feia, uma Unidade de Conservação de Proteção Integral criada pelo Governo Federal em 2012, localizada nos municípios de Baraúna e Mossoró, no Rio Grande do Norte, com área total de 8.517,56 hectares.

O projeto é realizado pela Associação Caatinga e pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), com financiamento do Edital Caatinga Viva – Floresta Viva. O Floresta Viva é uma iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destinada a apoiar projetos de restauração ecológica nos biomas brasileiros. O edital ‘Apoio à Restauração Ecológica e Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Restauração em Unidades de Conservação da Caatinga e suas áreas de influência’ conta com apoio do BNDES e do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e tem o FUNBIO como parceiro gestor.

Contextualização

A Caatinga é um bioma exclusivo do Brasil e fundamental para o equilíbrio ambiental do Nordeste. Apesar de sua riqueza natural, vem sofrendo ao longo dos anos com desmatamento, uso inadequado do solo e degradação ambiental, o que compromete a biodiversidade e a qualidade de vida das comunidades que vivem no território.

No Rio Grande do Norte, especialmente na região do entorno do Parque Nacional da Furna Feia, esses impactos são ainda mais evidentes. Embora a criação de unidades de conservação represente um avanço na proteção do bioma, essas áreas continuam vulneráveis a pressões humanas e demandam ações contínuas de manejo, restauração e envolvimento comunitário.

Diante desse contexto, o projeto “Mais Caatinga: restaurando serviços ecossistêmicos e promovendo a sociobioeconomia” surge como uma resposta estratégica à degradação ambiental, alinhada à Década da Restauração de Ecossistemas (ONU). A iniciativa aposta na restauração florestal aliada ao conhecimento científico, à educação ambiental e à participação direta das comunidades locais, fortalecendo a conservação da Caatinga, a geração de renda sustentável e a formação de novos guardiões do território.

Objetivo geral

Contribuir para a restauração florestal do bioma Caatinga por meio de ações técnicas e científicas, associadas ao fortalecimento da cadeia produtiva da restauração florestal nas comunidades do entorno do PARNA da Furna Feia, promovendo o reflorestamento de 100 hectares de áreas perturbadas ou degradadas, o envolvimento comunitário e o fomento à sociobioeconomia local.

Objetivos específicos

  • Articular e mobilizar partes interessadas (gestores públicos e comunidades) do projeto;

  • Realizar diagnóstico e plano de restauração das áreas;

  • Implementar plano de restauração para recuperar 100 hectares do Parque Nacional da Furna Feia;

  • Fortalecimento da cadeia produtiva da restauração por meio do estímulo a coleta de sementes e produção de mudas em comunidades do território;

  • Promover capacitações com foco no fortalecimento da sociobioeconomia local;

  • Monitorar as áreas restauradas;

  • Promover ações de comunicação transversais às atividades e objetivos do projeto.

Resultados esperados do projeto

100

hectares restaurados

46

mudas plantadas

02

viveiros implantados nas comunidades

40

sementes coletadas, beneficiadas e armazenadas

12

oficinas ministradas para a comunidade

Linhas temáticas do projeto

Restauração florestal

Concentra atividades de recuperação de áreas degradadas, coleta e beneficiamento de sementes, plantio de espécies nativas, manejo da vegetação e fortalecimento da cobertura vegetal para a regeneração da Caatinga.

Bioeconomia e negócios sustentáveis

Abrange iniciativas que impulsionam cadeias produtivas sustentáveis e modelos de negócio baseados no uso responsável da sociobiodiversidade, promovendo geração de renda, inovação, valorização dos saberes locais e conservação dos recursos naturais.

Educação ambiental e relacionamento comunitário

Compreende ações educativas e de engajamento social que difundem o conhecimento sobre a Caatinga, utilizando metodologias e abordagens adaptadas aos mais diversos públicos, como educadores, estudantes, agricultores, produtores, trabalhadores rurais, mulheres, crianças e jovens.

Fomento à pesquisa

Abrange o fomento à pesquisa por meio de assessoramento técnico, produção científica, monitoramento ambiental e elaboração de planos para a conservação e manejo de espécies e ecossistemas.

Resiliência e justiça climática

Abrange iniciativas que fortalecem a capacidade de adaptação frente às mudanças climáticas e buscam promover equidade no acesso a direitos socioambientais. Envolve a proteção de territórios, a segurança hídrica e ações de justiça ambiental, incluindo capacitações para as comunidades, com valorização dos saberes locais e estímulo ao protagonismo social.
Este projeto contribui diretamente para os seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Tornar as cidades e comunidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis.
Garantir padrões de consumo e de produção sustentáveis.
Adotar medidas urgentes para combater as alterações climáticas e os seus impactos.
Proteger, restaurar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, travar e reverter a degradação dos solos e travar a perda da biodiversidade.

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