O projeto “Mais Caatinga: restaurando serviços ecossistêmicos e promovendo a sociobioeconomia” segue em andamento no entorno do Parque Nacional da Furna Feia, no Rio Grande do Norte. Nesta etapa, as ações se concentram em atividades de campo, diagnósticos técnicos e iniciativas de educação ambiental junto às comunidades locais.
Realizado pela Associação Caatinga em parceria com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), o projeto atua em uma área estratégica da Caatinga, localizada entre os municípios de Mossoró e Baraúna. Com duração prevista de 48 meses, a iniciativa tem como foco a recuperação de áreas perturbadas (espaços ainda capazes de se regenerar naturalmente), o fortalecimento da sociobioeconomia e o envolvimento das populações locais na conservação do território.
Etapas iniciais estruturam ações de restauração
Nos primeiros meses de execução, as equipes técnicas concentraram esforços em atividades essenciais para orientar o processo de restauração ecológica. Entre elas, estão as coletas e análises de solo realizadas dentro do Parque, que permitem identificar as condições atuais das áreas e os principais fatores de degradação. Essas informações orientam a definição de estratégias mais adequadas de recuperação.
Outra frente importante foi o inventário florestal, etapa que permite mapear as espécies presentes e compreender a dinâmica da vegetação nativa. Com base nesses dados, será possível planejar intervenções que reproduzam características naturais da Caatinga, aumentando as chances de sucesso das áreas restauradas.
Comunidades e território no centro do projeto
O projeto também avançou no diagnóstico socioambiental das comunidades do entorno do Parque, com foco em áreas rurais de Mossoró. Foram realizadas visitas às localidades de Bom Destino, Recanto da Esperança e Serra Mossoró, com aplicação de questionários voltados à compreensão das condições de vida, das atividades produtivas e da relação das famílias com os recursos naturais.
A proposta é acompanhar essas comunidades ao longo dos quatro anos de execução do projeto. O objetivo é alinhar as ações do projeto à realidade local e contribuir para a geração de renda associada à conservação ambiental.
Parcerias ampliam alcance das ações
A articulação institucional também é parte estratégica do projeto. Nesse contexto, foram realizadas reuniões com as secretarias municipais de educação de Baraúna e Mossoró, com o objetivo de viabilizar e fortalecer a implementação de atividades junto às comunidades e às escolas da região.
A expectativa é que essas parcerias viabilizem cursos, formações e ações educativas, com foco nas populações do entorno do Parque Nacional da Furna Feia.
Educação ambiental mobiliza escolas da região
Como parte dessas iniciativas, o projeto também realizou atividades em escolas da zona rural de Mossoró, em alusão ao Dia Internacional das Florestas e ao Dia Mundial da Água. Os encontros incluíram rodas de conversa sobre a importância das florestas para o equilíbrio climático e a conservação dos recursos hídricos, além do plantio de mudas nas áreas escolares.
Caminhos para a restauração e a sociobioeconomia
As ações já realizadas estruturam as próximas etapas do projeto, que incluem a restauração de 100 hectares de áreas perturbadas no entorno do Parque. O projeto também incentiva práticas produtivas sustentáveis, com foco no uso responsável dos recursos naturais e na valorização do conhecimento das comunidades locais.
Realização
O projeto ‘Mais Caatinga: restaurando serviços ecossistêmicos e promovendo a sociobioeconomia’ é realizado pela Associação Caatinga e pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), com financiamento do Edital Caatinga Viva – Floresta Viva. O Floresta Viva é uma iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destinada a apoiar projetos de restauração ecológica nos biomas brasileiros. O edital ‘Apoio à Restauração Ecológica e Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Restauração em Unidades de Conservação da Caatinga e suas áreas de influência’ conta com apoio do BNDES e do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e tem o FUNBIO como parceiro gestor.







