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Durante três dias de oficina, representantes de instituições, pesquisadores e colaboradores envolvidos com a conservação da fauna brasileira se reuniram para elaborar o novo ciclo do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Tatus e Tamanduás, o PAN TATA.

O novo ciclo do PAN TATA contempla quatro espécies: o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), o tatu-canastra (Priodontes maximus), o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) e o tatu-bolinha (Tolypeutes matacus), espécie de tatu-bola mais presente no Pantanal. O nome popular “tatu-bolinha” tem sido usado para diferenciar essa espécie do tatu-bola-da-Caatinga.

A oficina teve como foco a elaboração da nova matriz de planejamento do plano, documento que orienta as estratégias de conservação para os próximos anos. Ao longo dos encontros, foram definidos o objetivo geral, os oito objetivos específicos e as ações que irão compor o novo ciclo.

Cada objetivo específico reúne um conjunto de ações voltadas ao enfrentamento das principais ameaças às espécies contempladas pelo plano. Entre elas, estão iniciativas relacionadas à proteção de áreas naturais, educação ambiental, prevenção e combate a incêndios florestais, redução de impactos sobre os habitats e fortalecimento de estratégias de conservação.

Após a definição das ações, também foram indicadas as pessoas responsáveis por articular cada uma delas. Eles terão o papel de acompanhar o andamento das atividades, mobilizar parceiros e garantir que as ações avancem ao longo do ciclo. Além deles, cada ação contará com colaboradores, que poderão contribuir de acordo com suas áreas de atuação, experiências e disponibilidade.

No último dia da oficina, foi estabelecida a composição do Grupo de Assessoramento Técnico (GAT). O grupo funciona como uma instância de apoio à coordenação do PAN, auxiliando nas decisões estratégicas e no acompanhamento das ações, sem a necessidade de mobilizar todos os participantes do plano a cada nova deliberação.

O papel da Associação Caatinga

A Associação Caatinga seguirá fazendo parte do GAT, assim como ocorreu no ciclo anterior. A permanência no grupo reforça a atuação da instituição na defesa do tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) e permite acompanhar de perto decisões importantes para a conservação da espécie.

Entre as ações incluídas no novo ciclo estão propostas voltadas à identificação de áreas prioritárias para a criação de unidades de conservação, ações de educação ambiental para divulgação e sensibilização sobre o tatu-bola, além de medidas relacionadas à prevenção e ao combate a incêndios florestais em regiões de ocorrência da espécie.

Com a construção coletiva da matriz de planejamento, o 2º ciclo do PAN TATA começa a tomar forma como uma nova etapa de articulação entre ciência, gestão pública e sociedade civil. O plano organiza responsabilidades e caminhos práticos para fortalecer a conservação dos tatus e tamanduás no Brasil.