Dia de defesa da fauna: quantas espécies estão ameaçadas de extinção na Caatinga?

Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, a fauna brasileira é a mais biodiversa do planeta. São 105.881 espécies invertebradas e 8967 vertebradas (se unirmos os números da fauna e flora, o Brasil representa 20% do total de espécies da Terra). Hoje, no Dia de Defesa da Fauna (22), essas estatísticas nos lembram da importância em reduzir o desmatamento, a caça, o tráfico de animais e o crescimento urbano descontrolado.

Apesar da biodiversidade do Brasil ser extensa, a quantidade de animais ameaçados de extensão passa a casa do milhar. 1173 espécies brasileiras correm risco de desaparecer da natureza, de acordo com o “Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção”, obra do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Espécies como a Tartaruga-de-couro e o Rato-Sauiá constam como criticamente em perigo segundo o estudo do ICMBio. Já a ave Limpa-folha-do-nordeste está completamente extinta da Terra, ou seja, não há mais espécimes em cativeiro ou cultivo.

A realidade da Caatinga

Assim como o Brasil, a Caatinga enfrenta problemas semelhantes em relação à defesa da fauna. Dados do Ministério do Meio Ambiente mostram que 80% dos ecossistemas originais do bioma já foram alterados devido ao desmatamento e às queimadas.

O reflexo desse contínuo esgotamento da área semiárida mais diversa do mundo são as 131 espécies ameaçadas de extinção na Caatinga. O Tatu-Bola-da-Caatinga e o Jacu-verdadeiro são exemplos animais endêmicos da região que podem desaparecer.

Todo essa devastação das riquezas naturais da Caatinga representam um desequilíbrio natural que influencia diretamente o aumento de pragas, a redução dos recursos ecológicos e a aceleração do desaparecimento de outras espécies, tanto da fauna quanto da flora.

Ações da Associação Caatinga

A Associação Caatinga possui diversas ações que atuam em defesa da fauna. A campanha Todos Contra a Caça é um dos programas que incentivam a proteção das espécies. Periodicamente, colaboradores do projeto viajam por comunidades rurais divulgando os malefícios da caça e distribuindo material didático sobre o tema.

A ONG também desenvolve projetos de criação de unidades de conservação na Caatinga (ao total foram 25 unidades no Ceará e Piauí), pesquisas sobre felinos de grande porte na Reserva Natural Serra das Almas e iniciativas de conservação do Tatu-Bola-da-Caatinga.

Quer saber mais sobre o tema? Assista o vídeo abaixo: